O Coletivo Mulher Vida (CMV) é uma organização social sem fins lucrativos, fundada em 1991, com sede no município de Olinda, estado de Pernambuco, região nordeste do Brasil.
Os alicerces dessa entidade foram levantados com a colaboração e entrega de Márcia Dangremon e Cecy Prestrello, duas militantes políticas, defensoras incondicionais de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna, uma sociedade inclusiva, onde crianças, adolescentes, mulheres, famílias e as minorias sociais tenham as mesmas oportunidades e condições. Convictas de que um mundo melhor é possível: um mundo sem violências.
De lá pra cá, muitas(os) outras(os) profissionais competentes se somaram e cooperaram com o desenvolvimento do CMV. Colocaram também seu entusiasmo, uniram esforços de forma tal que, ao longo desses anos, temos ocupado um importante papel na prevenção à violência doméstica e sexual na Região Metropolitana de Recife (RMR).
O município de Olinda conta, hoje, com um Centro de Referência à Mulher que leva o nome de Márcia Dangrèmom, num justo reconhecimento, feito pela então Prefeita, Senhora Luciana Santos, à incansável luta pela defesa dos direitos das mulheres, dessa militante.
Várias lideranças juvenis e comunitárias, assim como profissionais, têm ocupado lugares de destaque no cenário local, estadual, regional e nacional pela qualificada participação no âmbito do controle das políticas públicas, que visam prevenir a violência doméstica e sexual, dentre outros:
Uma das maiores conquistas alcançadas é ver, hoje, que um importante contingente de adolescentes, jovens, mulheres e famílias, de comunidades de baixa renda de municípios da Região Metropolitana de Recife, RMR – onde o CMV desenvolve ações, tem conseguido ressignificar a violência sofrida, por vezes, ao longo de intermináveis anos, e conquistar espaços de trabalho no mercado formal e, outras, conseguido obter uma formação universitária ou construir relações sociais ou familiares sem violência. Algo como a terra prometida na vida dessas pessoas.
Anualmente, através dos seus programas a organização apóia uma média de 1000 pessoas. O publico/parceiro são: crianças, adolescentes, jovens, mulheres, famílias, lideranças comunitárias, profissionais da rede de proteção dos municípios, estudantes universitários.
Simbologia - Por ter sido a defesa dos direitos das mulheres uma das nossas primeiras bandeiras levantadas, encontramos na simbologia da bruxa elementos norteadores para ajudar a superação das violências que sofriam e sofrem as mulheres.
Durante o período da inquisição, final da idade media, seis milhões de mulheres foram queimadas vivas, porque tinham o dom da cura.
Em reconhecimento a essas mulheres é que o Coletivo Mulher Vida resgata a imagem da bruxa, apesar da maneira como o imaginário popular retrata essa figura, enxergando-a da seguinte forma: