A Rede de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes realizou, ontem, o seminário ‘’Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: Por que avançamos tão lentamente?’’. O evento encerrou a programação do 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças.
Na parte da manhã, a programação contou com duas mesas . A primeira, teve como tema SUAS - Desafios e possibilidades da PolÃtica de Enfrentamento a ESCCA e contou com a coordenadora executiva e doutora em Serviço Social , Valéria Nepomuceno; e com a coordenadora do SUAS/SEDSDH, Rizete Costa. O foco do debate se voltou para a importância de profissionais especializados no atendimento dos CREAS. Já a segunda mesa, falou sobre O sistema de Segurança e justiça, e a criminalização das vÃtimas e teve a participação da pesquisadora da Universidade Federal de Pernambuco, Fátima Lucena. Em sua fala, a professora apontou a ligação da exploração sexual com o tráfico de drogas, armas e de pessoas. Também esteve nessa mesa, o delegado da Gerência de Proteção de Criança e Adolescente (GPCA) , Zanelli Alencar. O delegado falou da estrutura insuficiente da GPCA, da falta de um núcleo de inteligência, que serviria para investigar casos de abuso e exploração sexual.
Na parte da tarde, foi a vez da mesa Caminhos e Entraves do Enfrentamento à ESCCA em tempos de obras e grandes eventos e contou com a participação do doutor em Sociologia e Comissão de Direitos Humanos Dom Helder na UFPE, Luis de La Mora e da coordenadora do VIOLES (Núcleo de Pesquisa da UNB), Fátima Leal. De La Mora apontou as grandes obras que estão sendo feitas no paÃs inteiro e que segmentam mais ainda a sociedade. E lançou desafios como a habilidade de articulação e a vontade polÃtica. E encerrando, Fátima Leal chamou atenção para o fato de que não só um polÃtica dará conta do enfrentamento ao abuso e exploração de crianças e adolescentes. “ As crianças que estão sendo exploradas, são pessoas que já sofrem várias violações de seus direitos’’, disse.
A Campanha do 18 de Maio esse ano teve como foco a responsabilização de órgãos públicos e sociedade diante de casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A programação também contou com panfletagem e a Grande Caminhada Pelo Fim da Violência Sexual.